O que é o T-Score?
A Goal Attainment Scaling (GAS), desenvolvida por Kiresuk & Sherman (1968), é a metodologia por trás da pontuação de progresso do seu paciente nas Metas Terapêuticas.
Ela sintetiza os resultados de todas as metas em um único número, o T-Score, usando uma fórmula padronizada que considera o peso de cada meta e a intercorrelação entre elas.
O valor 50 é a média de uma distribuição normal (desvio padrão de 10). Em outras palavras: 50 = resultado esperado para o tratamento.
Como interpretar o T-Score?
O T-Score segue uma distribuição com média 50 e desvio padrão 10. Veja o que cada faixa representa:
Faixa | Significado |
Acima de 60 | Avançou além do esperado |
Entre 50 e 60 | Tendência positiva |
50 | Resultado esperado |
Entre 40 e 50 | Possíveis dificuldades |
Abaixo de 40 | Revisar plano de metas |
O que observar na prática clínica
Tendência importa mais do que o número isolado
Um 47 subindo há três avaliações é diferente de um 47 estável ou em queda. Olhe para a direção da linha, não só o valor mais recente.
Pequenas oscilações são normais
Variações de até 5 pontos entre avaliações podem refletir fatores contextuais (semana difícil, mudanças na rotina). A faixa sombreada no gráfico marca essa zona de variação esperada.
Quedas consecutivas merecem atenção
Quando a pontuação cai por três ou mais avaliações seguidas, o sistema sinaliza com um indicador visual. Vale revisar se as metas ainda fazem sentido e se o paciente está engajado.
Metas não respondidas
Quando o paciente não responde a alguma meta, a pontuação é mantida com o último valor conhecido. O gráfico indica isso com marcadores visuais. Verifique o motivo da ausência.
🧠 O T-Score não substitui sua leitura clínica, ele a torna mais precisa.
Referências
Kiresuk, T. J., & Sherman, R. E. (1968). Goal Attainment Scaling: A general method for evaluating comprehensive community mental health programs. Community Mental Health Journal, 4(6), 443–453.
Turner-Stokes, L. (2009). Goal Attainment Scaling (GAS) in rehabilitation: A practical guide. Clinical Rehabilitation, 23(4), 362–370.
Hurn, J., Kneebone, I., & Cropley, M. (2006). Goal setting as an outcome measure: A systematic review. Clinical Rehabilitation, 20(9), 756–772.

